Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

E de repente somos 7

 
Éramos 5 cá em casa. Pai, mãe, filho, filha e a Maria que é a cadela. Uma caniche, sim, mas sem aqueles cortes ridículos que os fazem parecer a única raça de cães gay, por que, estrangeirismo por estrangeirismo, se lhe chamar Poodle sempre soa menos mal e porque ante a premissa "cães não porque sujam tudo de pêlos" a única forma de ter um foi encontrar um livro onde está escrito "o caniche é a única raça de cão que não larga pêlo".
 
Já fomos temporariamente 6 quando um gato tinha a mania de entrar pela porta da cozinha para comer a comida da Maria, quando me entrou um pássaro que não identifiquei - para mim de um certo tamanho para baixo é tudo pardal - e durante o tempo indefinido que o Ratatui viveu atrás do frigorífico.
 
Agora apresento-vos os novos inquilinos,
 
 
O Sonic, o branco, e a Sónia, dois porquinhos da índia que salvei de acabarem como cobaias num qualquer laboratório... ou não?
 
Claro que não. No dia 30 de Abril o Sonic e a Sónia iniciaram um projecto científico a que dei o nome de "Resistência do Porco da Índia ao Carinho da Criança". Os país que em criança tiveram deste tipo de pequenos animais ou os que os têm agora sabem do que estou a falar. O cão, por exemplo, sabe-se, desenvolveu ao longo da sua evolução uma fantástica capacidade de resistência à criança.
 
Mas hoje está tudo muito exagerado. Se um porco da índia custa 14 euros (aqui, no deserto, em Lisboa vi desde 20 a 60 euros), lixamo-nos na gaiola cujo preço dá quase para comprar o bilhete de avião e ir à índia buscar o porco. Mas o exagero vem depois. Ração para porcos da índia (que é diferente da dos coelhos, da dos chinchilas, da dos esquilos, da dos hamsters... deve ser, deve), feno (quatro euros por um saco de palha?), pedrinhas para o xixi e cócó, vitamina não sei que porque o porco da índia não consegue produzir (ah não? então e na natureza? morrem?).
 
Eu tive um bicho destes, sem gaiola, sem feno, sem ração, andava à solta pela casa, dormia com as cadelas, comia legumes e fruta, viveu 7 anos, o que não me parece mau.
 
Ainda assim trouxe a ração e o feno. Depois experimentei dar-lhes cenoura, maçã, alface. Perguntem-lhes lá agora se querem a porra da ração! Nem lhe tocam.
Mas havia pior. E para mal dos bichos a M. ouviu, Trelas para Porcos da Índia! Trelas, senhores!
 
Mas a M. ouviu... e eu se fosse criança também ia querer uma. Mas então, filha, levamos o teste de resistência a sério e fazemos à minha maneira, quando os bichos estiverem ambientados e habituados a nós, fazemos a trela com uma corda.
 
- Fazemos nós? Boa!
 
publicado por joao moreira de sá às 11:41
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4 comentários:
De Nana Odara a 29 de Maio de 2008 às 09:46
Achei esse blog divertidíssimo... muito... teus filhos são uns amores... e vc é um pai muito especial... Tive de copiar "o contrário da paixão" pra mostrar pras minhas amigas... Muitas felicidades...
De finalmente feliz a 12 de Junho de 2008 às 22:14
muito divertido.A minha catraia tambem M. quer um gato.Espera aí que eu ja te atendo...
De joao moreira de sá a 13 de Junho de 2008 às 05:43
Iva,

Eu considero os animais de estimação, pelo menos os que interagem minimamente com as crianças (se bem que se a paixão da criança for peixes, é deixá-la) uma mais valia para o seu crescimento e desenvolvimento. Com natural primazia para o cão e o gato. Eu sempre tive cães desde que me lembro e vejo a relação que o A. e a M. têm com a maria, a nossa cadela e dela com eles - a Maria, cadela já existia nesta casa antes deles chegares, acompanhou-os em bebés, sofreu todas as tropelias e nunca, por uma só vez que fosse, aconteceu sequer um "magoar sem querer". Eu a brincar levo dentada de meia noite. Brinca com eles e não os magoa... como? não sei. Modera a força do maxilar ao fechar, penso. Mas nada paga ver a M. a brincar com a Maria, ou ver a M. tão pequenita do cimo dos seus 6 anos a andar sózinha em cima da "sua" Túlia, uma pachorrenta égua (essa felizmente não é de casa, é dum picadeiro).

E os animais domésticos são também optimos "laboratórios" de aprendizagem para as crianças, de responsabilidade, de trabalho (alimentação, limpeza, mimos).

Se a sua M. quer o gatito... :D
De finalmente feliz a 13 de Junho de 2008 às 16:32
A minha M. faz anos este domingo.Vou pensar seriamente , reflectir , ponderar.....e provavelmente vou-lho dar.A ver vamos.

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Arcebispo de Cantuaria Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 40 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47). Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever. jmoreiradesa@gmail.com

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Podia ser (mais) culto, ler e reler os clássicos da literatura, devorar ensaios, ler diariamente os jornais nacionais e alguns estrangeiros, assinar as revistas de referência mas diversas áreas do saber. Podia, e gostava, mas era preciso que estivessem reunidas duas condições, ter dinheiro para tal e acima de tudo, não ter filhos de tenras idades. Mas enquanto cada hora dedicada a ler a opinião dos cultos deste mundo sobre as suas (poucas) graças e (muitas) desgraças - do mundo e às vezes dos próprios - representar uma hora a menos de brincadeira, receio que vou continuar a optar por ser culto lá mais para o fim da vida, se lá chegar.






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